A previsão desastres climáticos é mais econômica para o Brasil

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A previsão desastres climáticos é mais econômica para o Brasil

Mensagem  otto em 16.01.11 10:18

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pessoal,
Sai muito mais barato a previsão de desastres climáticos do que reconstruir uma cidade inteira.O Clima não pode justificar falta de ação dos Governos contra enchentes conforme disse especialista abaixo. Vejam o que aconteceu nas inundações na Austrália e comparem o que aconteceu na região serrana/RJ. Até hoje já contaram 610 mortes na região serrana/RJ, fora os corpos que não foram encontrados ainda. E na Austrália, salvo engano meu, não morreu ninguém.


Citação:


"Brasil precisa se preparar para prever desastres climáticos, diz Mercadante
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (10) que uma das prioridades de sua gestão será investir na previsão de desastres climáticos, como enchentes e desmoronamentos.
“Estimamos em cerca de 500 as áreas de risco no país e em 5 milhões as pessoas expostas”, disse Mercadante durante sua primeira visita oficial ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). A instituição, considerada uma das mais importantes dentro do ministério, tem como uma de suas atribuições a previsão do tempo e pelo desenvolvimento de satélites.
Segundo o ministro, a capacidade de se antecipar a desastres naturais será ampliada com o uso de um supercomputador adquirido recentemente pelo Inpe, que foi colocado em funcionamento no último dia 28. A máquina é considerada o 29º computador mais rápido do mundo, e o segundo na trabalho com clima e meteorologia.
“O Brasil precisa se preparar para esse cenário [de problemas climáticos] não só em investimentos estruturantes, que é o PAC 2, com a macrodrenagem, remoção da população em área de risco, obras de contenção, mas também capacidade de previsão e antecipação”, disse Mercadante.
Contratações - Ao lado do diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o ministro prometeu contratações. “Há uma demanda importante e que eu estou comprometido em buscar equacionar, que é abrir contratações de pesquisadores, cientistas e engenheiros para o Inpe e o CTA [Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, ligado à Defesa]. Há um hiato entre as gerações. A geração dos 50, 60 [anos de idade] está com um peso desequilibrado em relação à instituição. Quase dois terços do pessoal tem mais de 20 anos na instituição.”
Além de Câmara, acompanharam o ministro o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, que foi convidado recentemente pelo ministro a assumir a Agência Espacial Brasileira, e o Chefe de Ciência Terrestre do Inpe, Carlos Nobre, que irá assumir a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento no ministério.
Foguete nacional - Mercadante não quis adiantar quais são seus planos para lançamento de foguetes – área que não conseguiu avançar desde o acidente que ocorreu em Alcântara (MA), em 2003. O ministro garantiu, contudo, que o país continuará tentando ter um veículo capaz de colocar satélites em órbita. “Vamos continuar, e vamos avançar. A vinda do Raupp [que é ligado à área aeroespacial] é uma demonstração disso”, disse"
.


Fonte: G1
Data da notícia: 11/01/2011 - 00:02:42



Esta página foi exportada de Ambientebrasil - Notícias [ http://noticias.ambientebrasil.com.br/?p=65016 ]

Citação:

"Clima não pode justificar falta de ação contra enchentes, diz especialista
O aumento da incidência de chuvas em consequência das mudanças climáticas globais não pode servir de desculpa para os governos não agirem para evitar enchentes, na avaliação de Debarati Guha-Sapir, diretora do Centro de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres (Cred), de Bruxelas, na Bélgica.
"Não é possível fazer nada agora para que não chova mais. Mas temos que buscar os fatores não ligados à chuva para entender e prevenir desastres como esses [das enchentes no Brasil e na Austrália]", disse ela à BBC Brasil.
"Dizer que o problema é consequência das mudanças climáticas é fugir da responsabilidade, é desculpa dos governos para não fazer nada para resolver o problema", critica Guha-Sapir, que é também professora de Saúde Pública da Universidade de Louvain.
Dados - O Cred vem coletando dados sobre desastres no mundo todo há mais de 30 anos. Guha-Sapir diz que os dados indicam um aumento considerável no número de enchentes na última década, tanto em termos de quantidade de eventos quanto em número de vítimas.
Segundo ela, as consequências das inundações são agravadas pela urbanização caótica, pelas altas concentrações demográficas e pela falta de atuação do poder público.
"Há muitas ações de prevenção, de baixo custo, que podem ser adotadas, sem a necessidade de grandes operações de remoção de moradores de áreas de risco", diz, citando como exemplo proteções em margens de rios e a criação de áreas para alagamento (piscinões).
Para a especialista, questões como infraestrutura, ocupação urbana, desenvolvimento das instituições públicas e nível de pobreza e de educação ajudam a explicar a disparidade no número de vítimas entre as enchentes na Austrália e no Brasil.
"A Austrália é um país com uma infraestrutura melhor, com maior capacidade de alocar recursos e equipamentos para a prevenção e o resgate, com instituições e mecanismos mais democráticos, que conseguem atender a toda a sociedade, incluindo os mais pobres, que estão em áreas de mais risco", afirma.
Para ela, outro fator que tem impacto sobre o número de mortes é o nível de educação da população. "Pessoas mais educadas estão mais conscientes dos riscos e têm mais possibilidades de adotar ações apropriadas", diz.
Apesar disso, ela observa que a responsabilidade sobre as enchentes não deve recair sobre a população. "Isso é um dever das autoridades. Elas não podem fugir à responsabilidade", afirma".


Fonte: G1

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Re: A previsão desastres climáticos é mais econômica para o Brasil

Mensagem  D. K. em 17.01.11 17:22

Para ela, outro fator que tem impacto sobre o número de mortes é o nível de educação da população. "Pessoas mais educadas estão mais conscientes dos riscos e têm mais possibilidades de adotar ações apropriadas", diz.
Apesar disso, ela observa que a responsabilidade sobre as enchentes não deve recair sobre a população. "Isso é um dever das autoridades. Elas não podem fugir à responsabilidade", afirma".
Duas coisas a observar aí:
1 - É extremamente importante a Educação Ambiental nas escolas, como enfatizo aqui no Fórum e com os professores que conheço, aqui na minha cidade - uma lástima, porque as escolas (pelo menos, as daqui) só se lembram disso no Dia do Meio Ambiente, quando fazem passeatas com crianças portando cartazes, etc. e tal...
2 - A responsabilidade, no meu entender, nunca é do povo, mas sempre das autoridades, que foram eleitas (na maior parte das vezes, não muito bem eleita...) para administrar o bem comum e sempre aparecem com esse discurso de que "a culpa é do clima"...
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